Uma pesquisa mostra que quase a metade das ações
judiciais na área da saúde é proposta por doentes tentando exigir, do governo
ou dos planos, o pagamento por tratamentos. A maioria dos pedidos é para
conseguir medicamentos, que às vezes nem foram incorporados pelo SUS. São Paulo é o campeão
desta judicialização da saúde.
Segundo a pesquisa feita pela Interfarma, das quase 15
mil ações na área da saúde em São Paulo,Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais, quase a
metade é de judicialização da saúde, quando a ação é para obrigar o poder
público ou o plano de saúde a pagar por tratamento, hospitalização e
medicamentos.
Os remédios lideram estes pedidos: 64% das ações são para
consegui-los. A Justiça concede liminar em pelo menos 87% dos casos. O estudo
cita como causas para a judicialização da saúde os cortes no orçamento e a
demora para incorporar novas drogas no SUS.